segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Tá lá um corpo estendido no chão!

"Taí o que você queria!"
A frase é muito lembrada por saudosistas do velho e charmoso campeonato carioca, que resistiu às místicas do Caixa D'água, da Rua Bariri, de Conselheiro Galvão e, por que não, das tardes de jogos em Niterói, no Caio Martins.  
É semana de Clássico dos Milhões, e sim, era isso o que você queria!
Mas o que comemorar?
É semana de Carnaval e um gringo chegando aqui e sabendo do clássico, resolve perguntar:
- Vai ser no Maracanã?
- Vai não... Sabe, esse pessoal aí... acabou com o estádio, gastou mais de 1 bilhão, passou pra uma empresa que deixou pro COI que devolveu meio quebrado... Aí essa empresa não quer mais não. Dizem que precisam de mais de 30 milhões pra colocar pra uso de novo...
- E no Engenhão? 
- Até pode ser... Mas a justiça definiu torcida única
- E qual é a torcida que vai?
- Nenhuma
- Por quê?
- Porque o Vasco não vai entrar em campo se for torcida única...
- Humm
- De repente, pode ser em São Paulo
- Mas lá também não é proibido clássico com duas torcidas?
- Mas Flamengo e Vasco são do Rio... Teve até FlaxFlu ano passado lá...
- Faz todo o sentido. 
Não, não faz sentido.
Medidas que não trazem resultados nenhum e que só ajudam a colocar mais terra nesse calvário carioca. 
A expressão que se ouve daquele famoso locutor da década de 90 é outra bem diferente...

domingo, 8 de janeiro de 2017

Seja no céu, seja no inferno!

   A expectativa de uma Nação cresce a cada dia que passa nesse início de 2017. Muito pelo mal costume da torcida, que era alimentada com contratações, por vezes, inconsequentes e fadadas ao insucesso. Hoje, a torcida se ilude com muito mais com notícias mal interpretadas ou especulações de origem duvidosas do que com a própria direção rubro-negra. Acompanhar a FlaTT é para poucos. É uma avalanche de sentimentos, que vai desde a certeza do título mundial até o pessimismo de ser chacota do arqui-rival de novo. 
   De fato, a torcida reage com paixão, vide a história recente do Felipe Mello. Tentativas frustradas nas contratações de Marinho, Tardelli e outros, esquentam o ânimo de muitos. Pressão monstro em cima da diretoria e questionamento da administração de EBM. Apesar de que, há cerca de uma semana, a contratação de Conca ter sido motivo de diversos memes com o rosto de EBM e de Rodrigo Caetano como os "caras" do clube. É uma grande montanha russa a reação da torcida. 
   Paradoxalmente, encontra-se Zé Ricardo. Sereno em suas declarações, ciente de que não tem muita força ainda, parece estar bem ciente do que precisa fazer. Muito diferente dos discursos dos técnicos medalhões do Brasil, com justificativas e teorias ultrapassadas. E parece ter sabedoria de que ainda não tem cacife para impor grandes mudanças nas estruturas táticas de um clube como o Flamengo. 
  Talvez esse seja o ano que lhe dê essa credencial.
  Mas, além de Zé Ricardo, EBM e Rodrigo Caetano carecem de algo em comum: resultado.
   E resultado para a torcida só existe um: 
   Título.

SRN

domingo, 22 de maio de 2016

Quem Vai Pagar o Prejuízo?

Quanto vai custar essa semana para o Flamengo?
Após a eliminação da Copa do Brasil, diante de uma equipe até organizada e respeitada, mas que não minimiza a tragédia, o rubro-negro voltou à campo na tarde deste domingo e perdeu novamente.
Não fosse a sequência desanimadora, seria um resultado muito comum. Afinal, é tratado como tabu o Flamengo vencer o Grêmio em Porto Alegre.
Mais uma vez, porém, vimos um time desorganizado, sem vibração e tecnicamente limitado. Taticamente, nem se fala.
Estamos na segunda metade do mês de maio. E o Flamengo não mostra um padrão de jogo à altura do elenco que possui.
O técnico se mantém pelo nome que traz, pelos títulos que carrega consigo. Ninguém duvida que se fosse outro treinador e o time apresentasse esse rendimento e esse pífio resultado (eliminação de todas as competições disputadas, tendo jogado mal quase sempre), a conduta diante da permanência do treinador seria outra.
Ou a diretoria rubro-negra é tão moderna e evoluída assim que pensa diferente? Não, sabemos que não é. Aliás, passa longe de evoluída, haja vista o amadorismo e desrespeito com que lidaram com Jayme, Luxemburgo e Oswaldo de Oliveira.
Então, vemos o diretor executivo dizendo que "está na hora de os jogadores renderem".
Ora, está na hora deles???
E o fato de não haver planejamento para o Flamengo ter uma casa no Rio de Janeiro para jogar na ausência do Maracanã?
Faz com que o time se desgaste em longas viagens pelo Brasil, em desagrado com todos os jogadores e comissão técnica. Quem está ganhando com isso? O Flamengo? 
Vamos jogar a maioria dos jogos que o fator campo deveria ser uma importante arma a favor do time numa casa neutra, favorecendo a quem? 
Quem tem que render mais, diretoria? 
Os jogadores ou vocês?
Uma eliminação e a primeira derrota no campeonato brasileiro. 
Saldo dessa semana.
Caro, já está custando caro demais.

Está na hora de essa diretoria render mais.

domingo, 15 de maio de 2016

Dúvidas e Certezas

E a bola rolou!
O campeonato mais equilibrado do Planeta começou nesse fim de semana. E como não poderia ser diferente, vários são os palpites para os favoritos ao título, aqueles que não vão disputar nada e aqueles que verão o fantasma do rebaixamento de perto. 
Pouco ou quase nada de espantoso nessa primeira rodada. Algumas goleadas, algumas certezas e muitas, muitas dúvidas para o restante do campeonato.
Os grandes de São Paulo, especificamente, Santos, Palmeiras e Corinthians, somados a Atlético-MG, parecem levar uma ligeira vantagem nesse início.
Botafogo, Vitória e Coritiba (apesar da vitória) deixam seus torcedores apreensivos desde cedo.
Enquanto São Paulo, as duplas Fla x Flu e Gre-Nal, além de Cruzeiro e o sempre inconstante Atlético-PR são as principais incógnitas desse campeonato.
As próximas semanas darão algum aperitivo a esse campeonato. 
Participação em Copa do Brasil, Libertadores e janela de transferência são os temperos e destemperos desse início que, sabemos bem, interferem muito no resultado final.
A conferir.

Surdez e Cegueira

O inconformismo bate à porta, agora, daqueles que cultivaram por muito tempo o discurso do terror e do medo. E que seguem num tom utópico de perdas dos direitos adquiridos e coisas do tipo. O tom é repetitivo, é chato e vazio. 
A entrevista do Presidente em exercício (esse será seu predicado até o julgamento final do Senado) ao Fantástico deveria servir para a grande parte da sociedade que sofre os males (esses sim, adquiridos) fazer juízo das dificuldades que ele enfrentará nesses primeiros meses e entender a real situação encontrada após o impedimento, mesmo que temporário, da presidente Dilma. 
Em parte, deveriam entender e, por que não, aceitar que o presidente em exercício está legitimamente dentro de sua função. E parar com um discurso oco de golpe, de traição. 
Reconhecer que os mesmos 54 milhões de votos dados à presidente Dilma elegeram o seu vice. E conforme a Constituição, em caso de impedimento do presidente, realizado após julgamento do Senado Federal, o vice-presidente assume o poder. Simples assim. Por que é tão difícil entender?
Deveriam se atentar para os milhares cargos comissionados que deverão ser extintos; que a redução do número de pastas ministeriais já é um sinal do que o novo governo quer. 
Que o que é direito adquirido é constitucionalmente protegido. 
Que os projetos sociais são prioridades para uma sociedade verdadeiramente ainda pobre.
Que muitos serão os desafios, que a intolerância à corrupção será maior a cada dia e que, apesar de ser impossível separar política de ideal ou notabilidade, o objetivo é acertar.
Como aclamado pelo presidente em exercício , não falemos mais de crise. 
Vamos trabalhar!
Poderiam ter ouvido algo parecido.
Mas preferiram apito, gritos e panelas.
A surdez e a cegueira contagiam. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O que realmente importa

Faltam pouco menos de três semanas para a eleição.
E chegou a hora de enfatizar para o sócio votante todos os pontos que realmente importam para o Flamengo.
Importa a falta de planejamento dessa gestão. Uma gestão que se vangloria em ter sanado as contas (?) e noticia todo mês empréstimos bancários para compor folhas de pagamento.
Quem elogia essa gestão não está nem aí se o Flamengo perde espaço na preferência dos novos torcedores, se o Flamengo fica um ano perdendo pro maior rival, se fica quase quatro anos sem estar entre os 4 melhores do país.
São opiniões técnicas muito especificas de alguns pontos da administração. Mas o que o Flamengo ganhou?
Importa dizer que vendem uma imagem de alto profissionalismo e no final das contas, nos vemos diante de contratações ridículas, transformando o clube num verdadeiro centro de recuperação de atletas. É para isso que serve a política de austeridade?
Importa chamar a atenção das escolhas precipitadas em relação aos treinadores,  quase 10 em menos de três anos!
Importa refletir sobre a sanidade, lealdade e honestidade com os nomes que fizeram e ainda fazem o clube, quando se demite um técnico campeão pela imprensa ou quando se demite um bom técnico uma semana antes das principais contratações do ano e contrata um profissional sem identidade alguma com as cores do Flamengo.
Importa questionar os números exorbitantes anunciados pela imprensa de investimento por parte dos patrocinadores e TV e vermos a área social aquém do nome do Flamengo.
Importa saber por que o CT não evolui; por que sequer negociações para o nosso estádio são feitas, ao contrário, por que assumiu-se um péssimo contrato de utilização do Maracanã.
Importa saber onde está o nosso torcedor. O Flamengo é massa, é o povo, que contagia e faz arrepiar até os que não são rubro-negros.
Importa sabermos o que ganhamos com o rompimento com a nossa federação, o que, à despeito de todas as controversas, é uma atitude fora da legalidade, haja vista as leis que rezam sobre as filiações.
Importa ao sócio pensar em qual Flamengo ele quer.

Aquele Flamengo que causa ódio nos adversários por continuar sendo o mais querido do Planeta, contagiando todas as classes sociais, do assalariado ao executivo, mas, principalmente, sendo representação fiel do povo brasileiro, sofrido mas que não perde jamais a esperança; um Flamengo que mantenha sua identidade, um Flamengo formador de craques, um Flamengo campeão.

Ou esse Flamengo frio, desacustumado com as conquistas,

domingo, 15 de novembro de 2015

Ode à Nação


Ode à República, de um povo cheio de esperança,
Que sofre, que chora,
Que sua e luta dia após dia.
Um povo de todas as classes,
Do miserável ao executivo,
Dos presidentes aos excluídos.
Que se orgulha de suas cores e de sua bandeira.
Que clama o seu hino a qualquer hora do dia.
Que não se esquece de seus ídolos.
Que entoa o seu nome nos comentários e cumprimentos.
Que traz ao presente as glórias do passado.
Que faz do passado, o presente.
Que imortaliza em seus filhos os nomes dos reis.
Que tem orgulho de sua camisa e a chama de manto.
Ode à Nação,
Que com raça, amor e paixão,
Tem orgulho de ser rubro-negro.



Parabéns, Nação Rubro-Negra!
120 anos de Flamengo.